sábado, 20 de setembro de 2008

Deu no Jornal: Em 10 anos, frota de motos poluirá mais que a de carros

Mesmo após a redução dos níveis de emissão de poluentes prevista para 2009 pelo Ministério do Meio Ambiente, motores de motos continuarão poluindo muito mais que os de carros.
A partir de 1º de janeiro, a última etapa do Proconve (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores) deixará os motores das motos com padrões que os carros adotaram em 1997.
Mantido o ritmo atual de crescimento da frota de veículos, em dez anos a de motos ultrapassará a de carros em emissões das principais substâncias poluentes na região metropolitana de São Paulo.

A projeção, feita pela consultoria EnvironMentality, especializada em tecnologias não-poluentes, considerou a manutenção do ritmo de crescimento e de renovação da frota da capital dos últimos 50 anos.

O estudo aponta que, a partir de 2018, motos devem superar carros nas emissões de material particulado (semelhante à fumaça do cigarro), que causa inflamação pulmonar, bronquite e doenças de coração.

No caso do monóxido de carbono (CO), que agrava alergias, e dos hidrocarbonetos (HC), que têm efeito cancerígeno (aldeídos) e agravam o efeito estufa (metano), as motos já superam os carros atualmente. E a diferença tende a crescer.

Desde 1997, os padrões para os automóveis já sofreram duas reduções. Para as motos, porém, não há nova etapa prevista após 2009. "As mudanças até agora não resolveram. O estudo é um alerta para um problema futuro, que irá acontecer se nada mais for feito", diz o consultor Gabriel Branco, coordenador da EnvironMentality.
Criado em 1986, o Proconve só fixou metas para motos a partir de 2003, 14 anos após os primeiros limites para carros.
"Antes disso, o percentual de motos era insignificante, não havia necessidade", argumenta a secretária de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Suzana Kahn.

Para o pesquisador da Faculdade de Medicina da USP Paulo Saldiva, a alta procura pela moto é "filha" de dois processos: "a falência do transporte coletivo e a "lentificação" do trânsito" nos últimos anos.
"A moto passou a ser a grande alternativa para se andar em uma cidade congestionada. Aí passou a contar", diz Saldiva.
A meta para 2009 reduz em mais da metade a tolerância para emissões de CO e em um terço as de HC para motos populares novas (de até 150 cc; 79% do mercado). Hoje, uma moto emite até sete vezes mais HC que um automóvel.
A partir de janeiro, mesmo com a redução, cada moto produzirá até 16 vezes mais HC na comparação com os veículos de quatro rodas, cuja redução será ainda mais radical. A tolerância ao CO, hoje quase três vezes maior para motos, se iguala à adotada pelos carros em 1997.

Do jornal Folha de São Paulo

Deu no Jornal: Políticos são "loucos", diz Marta em livro

Políticos são "loucos", diz Marta em livro
da Folha Online

A candidata à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PT) lança nesta quarta-feira (10) um livro em que conta sua experiência como prefeita da cidade. "Minha Vida de Prefeita", segundo a petista, trará informações de bastidores e informações sobre programas criados durante sua gestão (2001-2004).

Reportagem de Ranier Bragon, publicada na edição desta quarta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal), traz algumas das reflexões de Marta no livro. Uma delas: os políticos são "apenas loucos" e escondem o que passa por suas cabeças. E "não há nada mais gostoso" do que governar com o apoio da imprensa.

Com 216 páginas, o livro traz considerações particulares, como as que tratam da separação do senador Eduardo Suplicy (PT) e o casamento com o franco-argentino Luis Favre: "Ninguém me defendeu. Eduardo mostrou seu sofrimento em público e eu remoí minhas aflições em particular. Com isso, tornei-me a megera da história".

A versão de Marta para o período em que ocupou a Prefeitura de São Paulo é centrada em obras de sua gestão como a construção dos CEUs (Centro Educacional Unificado).

A reportagem diz que a petista faz críticas à gestão que a sucedeu, hoje comandada por Gilberto Kassab (DEM), e a Geraldo Alckmin (PSDB).

Loucos somos nós por acreditar nela e em outros malucos de plantão! Mas sou obrigado a dizer que afinal ela tem autocrítica e sabe que é tão louca como os outros... 

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A educação nas mãos dos candidatos: os numeros

A educação nas mãos dos candidatos:

Indicadores sobre ensino fundamental(1ª a 8ª série)*

Marta de 2001 a 2004 Alckmin de 2002 a 2005 e Kassab 2005 a 2006

Em %

Abandono**: Marta, 2,4 a 1,5 Alckmin, 3,1 a 3,2 Kassab 0,9

Reprovação**: Marta, 4,5 a 5,3 Alckmin, 5,3 a 6,5 Kassab, 5,0

Alunos por turma: Marta 36,5 a 35,8 Alckmin, 35,4 a 35,4 Kassab, 35,3 a 35,3

Horas aulas: Marta, 4,0 a 4,1 Alckmin, 4,9 a 4,9 Kassab, 4,1 a 4,2

Docentes com nível superior: Marta, 79,6 a 87,7 Alckmin, 74,6 a 84,0 Kassab, 90,8 a 95,5

* Os números de Marta e Serra/Kassab referem-se á rede de ensino municipal e os de Alckmin a rede estadual

** Dados disponíveis ate 2005


Fonte Folha de S.Paulo

Ou seja, no discurso educação e prioridade mas na pratica  ainda  falta muita coisa. educação e a chave do futuro das nossas crianças e do Brasil. Falta administradores com coragem para investir pesado na educação. Assim como fizeram os coreanos a duas ou mais décadas atrás.

Na educação, Marta, Alckmin e Kassab têm índices inexpressivos


Os líderes na disputa pela prefeitura da capital conseguiram resultados pouco significativos nos índices do ensino fundamental (de 1ª a 8ª séries) na rede pública da cidade quando exerceram mandatos nos Executivos municipal e estadual.

A Folha apurou os resultados obtidos pelos candidatos nos seguintes indicadores da educação fundamental: taxa de abandono, taxa de reprovação, número médio de alunos por turma, média de hora-aula diária e percentual de professores com formação superior.

Especialistas na área de ensino consideram esses índices como os ideais para avaliar avanços ou retrocessos nas políticas educacionais. A base de dados usada pela reportagem foi a do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) do Ministério da Educação.

Na gestão de Marta Suplicy (PT), de 2001 a 2004, a média de hora-aula no ensino fundamental só aumentou 0,1- foi de 4 para 4,1. O número mínino indicado pelos pesquisadores da área de educação é de 5 horas de aula para os alunos desse ciclo de ensino.

O número médio de alunos por turma diminuiu de 36,5 para 35,8, o que representou queda de apenas 0,7 no índice na administração de Marta. A média recomendada pelos especialistas é de 25 a 30 alunos nas classes do ensino fundamental.

Em relação ao tucano Geraldo Alckmin, a reportagem considerou os dados das escolas estaduais que oferecem ensino fundamental na cidade de São Paulo- são cerca de mil unidades. O levantamento apurou as taxas de 2002 a 2005, período que compreende os anos em que Alckmin esteve à frente do governo do Estado durante 12 meses completos -em 2001, ele assumiu após a morte do governador eleito Mario Covas e em 2006 deixou o cargo para disputar a eleição para presidente da República.

De 2002 a 2005, a rede estadual de ensino fundamental da capital só obteve incremento em um índice: o percentual de professores com curso superior, que teve uma elevação de 74,6% para 84%.

Atual gestão

A reportagem também apurou os resultados da gestão do candidato e prefeito Gilberto Kassab (DEM). Como o INEP ainda não tabulou os dados do censo escolar de 2007, só estão disponíveis índices de 2005, quando Kassab era vice do atual governador José Serra (PSDB), e 2006, ano em que o atual prefeito assumiu.

Os números do INEP mostram que a gestão Serra/Kassab, a exemplo das de Marta e Alckmin, obteve resultados pouco expressivos.

Em relação ao número médio de alunos por turma, a atual gestão só promoveu uma redução de 0,5, na comparação com o último ano da administração anterior. Os resultados na média de hora-aula diária também não são significativos: a taxa cresceu 0,1 em 2005 e 2006.

Os três primeiros colocados na última pesquisa de intenção de voto do Datafolha conseguiram seus melhores resultados no percentual de professores com curso superior. A legislação federal estabelece que 100% dos docentes desse ciclo tenham a formação universitária. Nos períodos dos mandatos deles, Alckmin obteve um aumento de 9,4 pontos percentuais, Marta elevou a taxa em 8,1 pontos percentuais e Kassab conseguiu aumentar o número de docentes com curso superior em 4,7 pontos.

A coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Ângela Soligo diz que os resultados obtidos pelas administrações dos candidatos mostram avanços "insignificantes".

"Em relação à média de alunos por turma, por exemplo, é preciso melhorar muito ainda para baixar o número para menos de 30. Com salas muito cheias fica difícil para o professor realizar o acompanhamento ideal do desempenho dos estudantes", afirmou Soligo.

(Folha de S.Paulo)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Deu no jornal: Bairros viram condomínios em SP

Associações de moradores: privatizaram pelo menos 45 áreas em 7 municípios da região metropolitana

Rodrigo Brancatelli do ESTADÃO

Ana Albanese, de 56 anos, não sabe precisar quando foi que o "seu" bairro da Granja Carneiro Viana, em Cotia, Região Metropolitana de São Paulo, passou a ser o "bairro deles". Se foi quando armaram uma portaria com cancela automática para restringir o acesso de outros moradores da cidade, quando muros foram erguidos nas cercanias, quando o carteiro foi proibido de entrar nas ruas do bairro ou quando passaram a cobrar R$ 400 mensais pela segurança e pela limpeza da região. A certeza, porém, de que o seu antigo bairro havia se transformado em um condomínio particular - à revelia do poder público e da vontade de todos os vizinhos - veio quando sua casa de 200 metros quadrados foi penhorada pela Justiça.

"Eu me recusei a pagar para quem se autodenominou dono do bairro e agora estou tendo de lutar judicialmente para continuar morando ali", diz ela, que estaria devendo quase R$ 57 mil por inadimplência do suposto condomínio. A situação de Ana Albanese está longe de ser exceção. Segundo levantamento do Estado, em cidades como Cotia, Carapicuíba, São José dos Campos, Vargem Grande Paulista, Valinhos, Mairinque e Caraguatatuba, há pelo menos 45 casos flagrantes de privatização do espaço público. São bairros e loteamentos que já existiam na divisão dos municípios, mas viraram condomínios particulares por pressão de associações dos moradores.

Os vizinhos que não concordam com o pagamento da taxa de mensalidade (revertida para fins que vão da contratação de segurança privada até construção de pistas de skate e quadras poliesportivas) são cobrados na Justiça e correm o risco até de perder suas casas.

O fechamento de um loteamento e a cobrança obrigatória de mensalidade é proibida pela Lei Federal 6.766/79, mas muitas prefeituras concedem a autorização pelo simples fato de que um condomínio fechado desonera a folha municipal de pagamentos. Cotia é o melhor exemplo - em 1994, foi aprovada uma lei que permite a instalação dos chamados bolsões residenciais, áreas protegidas do trânsito pesado e do comércio local, que deveriam ser requeridos por uma associação de moradores do bairro. Passados 14 anos da determinação e com um número cada vez maior de bairros virando condomínios, o que se vê em Cotia é o uso indiscriminado da opção de bolsões para cobranças contra proprietários. Mesmo não sendo sócios das associações, muitos passaram a receber cobranças.

No Fórum de Cotia e no de Vargem Grande, há 4 mil manifestações sobre processos movidos por inadimplência de supostos condomínios. Das 150 casas que existem na Granja Carneiro Viana, 65 estão sendo cobradas judicialmente pela associação de moradores. "Eles contrataram uma empresa de administração de condomínio e ergueram muros", diz Ana. "Simplesmente se apoderaram do meu bairro."

Ruas se fecham, e caso acaba na Justiça

O QUE DIZ A LEI

Bairro privatizado: O fechamento de um loteamento é proibida pela Lei Federal 6.766/79, mas muitas prefeituras concedem a autorização pelo fato de que um condomínio fechado desonera a folha municipal de pagamentos

Dívida: Se não há um contrato assinado entre a empresa de administração de condomínio e o morador, a cobrança de uma taxa mensal obrigatória poderá ser considerada ilegal. Segundo o advogado Nicodemo Sposato Neto, o morador que for cobrado por uma associação da qual não faça parte deverá entrar com uma ação declaratória na Justiça, afirmando que seu imóvel está em um bairro localizado em terreno público

do ESTADÃO

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Deu no jornal: São Paulo tem um furto a cada quatro minutos

Na capital paulista ocorre um furto a cada quatro minutos, segundo estatísticas da polícia. Entre janeiro e junho deste ano, foram 75.944 casos, uma média de 417 ocorrências por dia ou 17 por hora. Nos últimos oito anos, há um acúmulo de 1,2 milhão de notificações. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Segundo a publicação, esse tipo de crime avançou de 107.555 casos, em 2000, para 148.305, em 2007 - aumento de 37,8%. O pico foi em 2005, quando foram registrados 176.181 boletins de ocorrência. Desde então, a tendência é de queda, mas os números recentes ainda excedem 140 mil casos por ano.
Um estudo do Núcleo de Estudos da Violência da USP relaciona a escalada dos furtos à melhora da condição de vida. Na publicação Olhar sobre São Paulo, pesquisadores ressaltam que a criminalidade é associada à pobreza, mas o fenômeno também está atrelado à riqueza.

Ainda de acordo com o jornal, a divisão por bairros indica que as áreas com maior aglomeração de pessoas e as mais favorecidas economicamente são os principais alvos.
Do Estadão

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Deu no Jornal: 1.069 obras paradas na Capital

O número de prédios em construção é quase o mesmo das obras paradas pela Prefeitura

 
Rodrigo Brancatelli Do JT
A figueira de 20 metros de altura não pôde se dar ao luxo de esperar por uma fiscalização da Prefeitura. Teve seus galhos sumariamente arrancados para a passagem de tratores e escavadeiras, na altura do número 320 da Rua Fradique Coutinho, em Pinheiros (Zona Oeste). A incorporadora responsável pela construção de duas torres residenciais não só ignorou a árvore como também a legislação, já que nunca obteve um alvará de execução da obra. Após muitas reclamações de vizinhos, fiscais da Prefeitura apareceram para embargar a obra, quando a figueira já havia sido podada.

A situação é cada vez mais recorrente na Capital. Segundo levantamento feito em 29 das 31 subprefeituras, São Paulo tem hoje 1.069 construções embargadas por irregularidades - grande parte motivada por reclamações dos moradores vizinhos. Para se ter uma idéia da dimensão do problema, a Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) calcula que a Cidade tenha neste momento 1.291 prédios em construção, ou seja, quase o mesmo número de obras paralisadas por irregularidades.
continua...
Leia mais no link Jornal da Tarde

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Deu no jornal: São Paulo planeja aterro ao lado da Serra da Cantareira

terça-feira, 26 de agosto de 2008
Prefeitura tenta colocar em funcionamento dois depósitos, mas especialistas consideram sistema ultrapassado

Eduardo Reina - O Estado de S. Paulo

  SÃO PAULO - Há um ano sem aterros sanitários próprios para destinar as mais de 13 mil toneladas de lixo produzidas diariamente na capital, São Paulo corre contra o tempo para conseguir licenciar novos lixões junto aos organismos estaduais. Uma área na zona noroeste deverá abrigar um novo aterro sanitário para depósito de parte do lixo da cidade. Outra, na zona leste, está em fase mais adiantada, mas aguarda licença de instalação para início das obras.

O novo aterro em estudo, cuja localização não está sendo divulgada para evitar invasões e especulação imobiliária, fica em Perus, e está localizado ao lado da Serra da Cantareira, área de proteção ambiental. A Secretaria Municipal de Serviços informou que foram apresentadas três áreas na região administrada pela empresa Loga, na região, que passam por uma análise de viabilidade de uso e ocupação.

Mas, de acordo com o geógrafo Otávio Cabrera De Léo, cuja dissertação de mestrado tratou dos aterros paulistanos, esses equipamentos são modelos que estão com os dias contados, se nenhuma estratégia de coleta seletiva for implementada. "Na Grande São Paulo é preciso tratar a questão do lixo de forma metropolitana. Na prática, isso já acontece, pois o lixo da capital é levado para a cidade de Caieiras. Mas os municípios devem tratar esse assunto de forma consorciada."

O novo aterro substituirá o Bandeirantes, já esgotado e com licença de funcionamento expirada desde março de 2007. "A Prefeitura recebeu os estudos pertinentes e obrigatórios por contrato. Por razões estratégicas - e para não haver especulação imobiliária -, os locais apresentados são sigilosos", disse o presidente da Loga, Luiz Gonzaga Alves Pereira.

Esse novo lixão, com vida útil estimada de dez anos, deverá receber aproximadamente 6,5 mil toneladas por dia. Hoje, o lixo que tinha como destino o aterro Bandeirantes vai para uma área particular em Caieiras. São Paulo não tem custos sobre a operação, mas perde a médio prazo com a venda de créditos de carbono, gerados com a utilização do gás produzido no aterro e transformado em energia. Atualmente, a usina instalada no Bandeirantes gera energia para abastecer cerca de 200 mil pessoas em Perus.

A área onde deve ficar o novo aterro já teve declaração de utilidade pública decretada em 2004, na gestão da prefeita Marta Suplicy (PT). O bairro é cercado por árvores, animais são criados soltos nas ruas de terra e há por ali chácaras, fazendas e córregos.

Tramita na Comissão de Análise Integrada de Projetos de Edificações e de Parcelamento do Solo (Caieps) da Secretaria de Planejamento um projeto para modificar a qualificação do zoneamento na área. Mesmo que isso ocorra, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente ainda deverão aprovar a viabilidade do novo empreendimento.

Compostagem

"É preciso rediscutir a política pública de resíduos sólidos na cidade. O lixo dos paulistanos vai para as cidades vizinhas. E os aterros que recebem esses resíduos terão vida útil de mais cinco anos. Queremos que a capital pense agora o que fazer nesses próximos cinco anos, para evitar o caos do lixo", alertou José Vicente Pimenta, coordenador da campanha "Mais vida, menos lixo". Ele sugere a criação de centrais de compostagem em todas as regiões de São Paulo para resíduos orgânicos e postos de reciclagem para resíduos secos.

Novos métodos de tratamento dos resíduos, como as usinas de compostagem, também são a sugestão de Carlos Bocuhy, do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) e diretor do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam). "Não tem como ter (aterro) sem sacrificar algo. Ou se desmata ou se sacrifica a população de um bairro."

link da meteria original
Fonte Estadão

domingo, 24 de agosto de 2008

Quadro de avisos: Vamos fazer uma passeata na av. Paulista?

Vamos fazer uma passeata na av. Paulista?



Vamos reclamar da alta da inflação.

E do aquecimento global.

Vamos pedir a queda do Dunga na seleção canarinho.

E pedir a volta de Felipão.

Vamos reclamar da guerra no Iraque.

E pedir a libertação do Tibet.

Vamos reclamar da falta de segurança na aviação.

E pedir a mais segurança nas ruas.

Vamos reclamar do transito.

E pedir o fim das passeatas na Paulista!
 

Quem sabe assim os políticos vejam e esta vergonha acabe!
 

E vamos agora que outra passeta ja vai chegar lá


Motivos para a gente parar a avenida mais importante de São Paulo, cartão postal da cidade, não faltam!

E só querer e paramos metade da cidade. Impedimos o acesso a uns quatro ou cinco hospitais no mínimo.

Chamamos a atenção da imprensa e do povo paulista.

Aquele que fica uma a duas horas a mais no ônibus, graças aos congestionamentos. Que pega o metro mais cheio ainda. Que fica no transito pensando no quanto da vida esta perdendo ali parado.

 E fica só “elogiando” quem fez a tal manifestação!

Agora quem deveria não só ver, mas realmente tomar uma atitude, bom esses fazem que não viram nada.

Cadê o prefeito Gilberto Kassab?

Cadê o Governador Jose Serra?

E a policia?

A lei que proíbe manifestações em vias publicas, não existe?

 E o direito dos outros cidadãos desta cidade como ficam?

Nos Governos Covas e Alckmin não havia esta zona.
Não me lembro de manifestações na avenida nestes governos.
Lembro sim, dos professores na Praça da republica e de Covas abrindo caminho no meio da multidão para entrar na secretaria da educação.
Fazendo valer seu direito constitucional de ir e vir.

Falta pulso ou é medo de usar a força para fazer valer a lei na cidade?

Ate quando vamos ter de conviver com esta situação?

 Ps: Os professores merecem ganhar mais. Mas tem de respeitar a lei. Como qualquer cidadão desta cidade. Agindo assim, ensinam aos nossos filhos que vale tudo por um resultado.


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Rebeldia sem causa ou desviada?

Rebeldia sem causa ou desviada?

REBELDIA
texto:
Marcelo Soares

O Brasil vive dias interessantes. O STF permitiu que políticos de notórios antecedentes sejam candidatos, pouco antes de proibir a polícia de algemar quem prende. A Istoé diz que o secretário do PT teria desviado R$ 700 milhões. O trânsito de São Paulo continua caótico, e os candidatos ficam apontando um para o outro. Um amigo meu, depois de ser multado pela patrulha da cachaça, defende que se passe a encher a lata em casa, deixando a cidade para os bandidos - que já estão tomando conta dela, afinal.

Com todo esse contexto na cabeça, eu abri um sorriso quando vi muitos jovens e alguns adultos se reunindo sob vão livre do Masp, neste sábado nublado, carregando cartazes, para um barulhento protesto. A polícia também se aproximava. Na última vez em que vi isso, quando o Bush esteve em São Paulo, demorou pouco pra rolar bombas de efeito moral.


Bom, durou pouco minha alegria. O protesto era contra o fim do grupo mexicano Rebelde, vulgo RBD. Eu mal sabia que eles existiam, agora fico sabendo que vai acabar. Os adultos dentro do grupo estavam lá para acompanhar os filhos. Nada de "fora Lula", nada de "fora Kassab", nada de "fora Serra", nada de "Dunga, pede pra sair".

A gritaria saiu caminhando pela Paulista. Camionetes da Pepsi aproveitaram o ensejo para promover o refrigerante, no que foram devidamente atendidos pelos adolescentes de anteninhas e asinhas de anjo. Uma rebeldia de shopping-center, enfim, devidamente empacotada para consumo imediato.

Os pais, por sua vez, faziam clássicas caras de "onde é que eu vim amarrar meu bode". Os que passavam em carros cheios de pré-púberes com cartazes ainda faziam-lhes o favor de buzinar na passeata.

Ótimo: eles já aprenderam a forma, já aprenderam a organizar um protesto. Falta só o conteúdo. Assunto não vai faltar se, a partir de amanhã, ao abrirem o jornal pra ver se falaram do protesto, eles se derem ao trabalho de olhar o restante do noticiário.
Do blog:
E você com isso?: Rebeldia

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Quadro de avisos: Vamos fazer uma passeata na av. Paulista?

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