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domingo, 12 de outubro de 2008

Deu no Jornal: Estado e iniciativa privada devem quase duplicar a Tietê

Início de obras de R$ 1 bilhão está previsto para 2009; expectativa é reduzir trânsito em 12% e acidentes em 50%

Eduardo Reina, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - A Marginal do Tietê, em São Paulo, deve virar um grande canteiro de obras já em 2009, com a construção de 15 quilômetros de pistas nos dois sentidos, além de alças de acesso entre o entroncamento com a Avenida do Estado e a Ponte do Tatuapé. Para 2010 ainda está previsto o início da ampliação das pistas num trecho de 4 quilômetros entre a Rodovia Ayrton Senna e a ponte de acesso à Via Dutra.
No total, esses dois lotes de obras - que vão acrescentar 19 quilômetros à Marginal, que hoje já conta com 24,5 quilômetros - custarão R$ 1 bilhão, divididos entre governo e iniciativa privada. Segundo técnicos estaduais, a remodelação deverá garantir uma redução de 12% nos congestionamentos, de 40% no tempo de viagem e de 50% no número de acidentes ao longo da via.

O projeto prevê a redução de áreas livres entre as pistas locais e expressas, além de um estreitamento de faixas e acostamentos. Haverá locais com até 11 pistas de cada lado. O primeiro lote de obras, estimado em R$ 805 milhões, ficará por conta do governo do Estado, segundo o secretário dos Transportes, Mauro Arce. A outra fase estará sob responsabilidade da empresa que ganhar a concessão do complexo Ayrton Senna-Carvalho Pinto - com obras atualmente orçadas em R$ 27,1 milhões.

sábado, 4 de outubro de 2008

Deu no Jornal: Aids mata mais entre 35 e 44 anos em SP

Jornal da Tarde

Marici Capitelli e  Laís Cattassini 
02/10/2008
Pela primeira vez, a aids superou os homicídios como principal causa de mortes entre os 35 e 44 anos na capital. Os dados, referentes a  2007, são da Coordenação de Epidemiologia e Informação (CEInfo), da Secretaria Municipal da Saúde. Em outras duas faixas etárias (25 a 34 e 45 e 54 anos), a doença aparece em terceiro e quarto lugares.
O relatório municipal aponta 3.970 mortes entre os 35 e 44 anos, 330 por aids, ou 8,3%, ante 317 homicídios. No total, morreram 63.722 pessoas na cidade no ano passado. Somando todas as idades, as doenças do coração são as que mais matam: 8.124, 12% do total. Em seguida estão as cerebrovasculares (5.227); pneumonias (4,547); bronquite, enfisema e asma (2.443) e diabetes (2.113).
O infectologista Esper Kallas, da Universidade de São Paulo (USP), considerou o resultado normal. Ele diz que a faixa entre 35 e 44 anos, por ser sexualmente ativa, contraiu a doença entre sete e dez anos atrás. “Como é o tempo que a aids demora para se manifestar, esses pacientes só descobriram mais tarde.” 
O índice, no entanto, foi considerado surpreendente para o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Juvêncio Furtado.“Morrem de aids somente os diagnosticados tardiamente, que não fazem o tratamento correto ou que sofrem resistência ao medicamento.” Segundo ele, essa geração iniciou a vida sexual já tendo informações sobre como evitar a doença.
Hugo Hagström, coordenador do departamento social do Grupo de Incentivo à Vida, diverge. Para ele, as pessoas mais velhas são da geração que viveu a explosão da doença, no anos 80 e 90, mas só se deram conta de que eram portadores do vírus anos depois.“Elas só foram submetidas aos exames após recomendação médica, por estarem com a imunidade baixa.”
O jornalista Paulo Giacomini, de 46 anos, conta sobre a demora em descobrir a doença. Ele suspeita que tenha contraído o vírus em 1983, mas só ficou sabendo cinco anos depois. “Apesar de ter consciência de que fazia parte do grupo de risco, só fui me preocupar com o diagnóstico após a morte do meu namorado”, diz o portador, que faz uso do coquetel de medicamentos.
 Do Jornal da Tarde
mais informações sobre AIDS:
Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo
Assessoria de Comunicação
Tel.: (0XX11) 3397-23701
E-mail: dstaids@prefeitura.sp.gov.br

Deu no jornal: Fechado há quase 2 anos, planetário do Carmo só terá obras iniciadas em dezembro

TALITA BEDINELLI
colaboração para a Folha de S.Paulo
A Prefeitura de São Paulo demorou um ano e sete meses para abrir licitação para reformar o planetário do parque do Carmo, no extremo leste da cidade, interditado desde fevereiro de 2007.
As obras, licitadas em setembro, devem começar em até 60 dias -embora uma placa no portão afirme que elas são, justamente, o motivo do fechamento. A reabertura só deve ocorrer em seis meses, diz a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, responsável pelo local.
Fechado por problemas estruturais, como vazamentos, o planetário funcionou por um ano e meio -foi aberto em novembro de 2005 para servir como uma das poucas opções culturais da região. Custou R$ 15 milhões, pagos pela Telefônica, que o doou à prefeitura.
Logo que os problemas surgiram, uma empresa foi contratada pela Telefônica para avaliar as condições do prédio. Um laudo foi concluído em novembro de 2007, mas apenas no final do mês passado a secretaria abriu a licitação para a obra.
A secretaria diz que a demora ocorreu porque a reforma seria de responsabilidade da Telefônica. A empresa, por sua vez, diz que sua responsabilidade acabou quando o planetário foi entregue. A obra durará 120 dias e será paga, de acordo com a secretaria, pela Telefônica. Procurada pela reportagem, a empresa não se manifestou sobre o assunto.
Da Folha de São Paulo

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

TJ-SP manda Eletropaulo reduzir radiação em bairro da zona oeste

 TJ-SP manda Eletropaulo reduzir radiação em bairro da zona oeste
O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) determinou que a Eletropaulo reduza o nível de radiação emitida pela rede de energia elétrica que corta o City Boaçava, bairro de classe média alta localizado na zona oeste de São Paulo. O motivo são os riscos de que essa radiação afete a saúde dos moradores. Segundo a Folha de S. Paulo , o desembargador do TJ paulista, Renato Nalini, relator do processo, considerou que nem mesmo a Eletropaulo afasta os possíveis danos à saúde e que deveria ser aplicado o princípio da prevenção, para proteger os moradores do bairro.
 Da Folha

domingo, 21 de setembro de 2008

Deu no Jornal: Metrô libera uso de bicicleta durante a semana

da Folha de S.Paulo

Ciclistas poderão viajar no metrô de São Paulo de segunda a sexta-feira, das 20h30 até o fechamento das estações. Até então, o acesso das bicicletas estava restrito aos finais de semana.

Serão permitidas apenas quatro bicicletas por trem, e elas somente poderão ser embarcadas no último vagão.
A partir deste sábado os horários permitidos para ciclistas nos finais de semana também serão ampliados, indo das 14h do sábado até o fechamento das estações (1h da manhã de domingo) e durante todo o domingo enquanto os trens funcionarem -das 4h40 à meia-noite.
Nos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que permite o acesso com bicicletas nos trens somente aos sábados, domingos e feriados, o horário de funcionamento do Programa Ciclista Cidadão também foi ampliado --aos sábados vale a partir das 14h e aos domingos e feriados, das 4h à meia-noite.


Para Sérgio Augusto Affonso, do CAB (Clube dos Amigos da Bike), a medida é positiva. "É uma iniciativa válida, que ajuda a inserir a bicicleta na sociedade. O Metrô vai poder avaliar a demanda e até ampliar o horário para o dia todo", afirma.
Ele se diz favorável à ampliação da medida, com exceções para os horários de pico de manhã e no final da tarde, quando o fluxo de pessoas nas estações é maior do que no resto do dia.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o Metrô afirmou, entretanto, que não há previsão de expansão do horário, pois o "carregamento de passageiros durante o dia já é bastante expressivo".
O CAB, que organiza bicicletadas noturnas todas as quartas, irá testar hoje os novos horários. De acordo com Affonso, um grupo de ciclistas sairá às 21h do parque das Bicicletas, próximo ao parque Ibirapuera (zona sul da cidade), em direção à estação Ana Rosa do metrô, também na zona sul.
Até o final de setembro, o Metrô prevê disponibilizar sete novos bicicletários em diversas estações --com 350 vagas ao todo-- e oito locais onde as bicicletas poderão ser acorrentadas (chamados de paraciclos). Serão oferecidas 20 vagas nos paraciclos em cada estação.
O Metrô também promete, até o final do mês, a implantação do serviço de empréstimo de bicicletas.
da Folha de S.Paulo

sábado, 20 de setembro de 2008

Deu no Jornal: Em 10 anos, frota de motos poluirá mais que a de carros

Mesmo após a redução dos níveis de emissão de poluentes prevista para 2009 pelo Ministério do Meio Ambiente, motores de motos continuarão poluindo muito mais que os de carros.
A partir de 1º de janeiro, a última etapa do Proconve (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores) deixará os motores das motos com padrões que os carros adotaram em 1997.
Mantido o ritmo atual de crescimento da frota de veículos, em dez anos a de motos ultrapassará a de carros em emissões das principais substâncias poluentes na região metropolitana de São Paulo.

A projeção, feita pela consultoria EnvironMentality, especializada em tecnologias não-poluentes, considerou a manutenção do ritmo de crescimento e de renovação da frota da capital dos últimos 50 anos.

O estudo aponta que, a partir de 2018, motos devem superar carros nas emissões de material particulado (semelhante à fumaça do cigarro), que causa inflamação pulmonar, bronquite e doenças de coração.

No caso do monóxido de carbono (CO), que agrava alergias, e dos hidrocarbonetos (HC), que têm efeito cancerígeno (aldeídos) e agravam o efeito estufa (metano), as motos já superam os carros atualmente. E a diferença tende a crescer.

Desde 1997, os padrões para os automóveis já sofreram duas reduções. Para as motos, porém, não há nova etapa prevista após 2009. "As mudanças até agora não resolveram. O estudo é um alerta para um problema futuro, que irá acontecer se nada mais for feito", diz o consultor Gabriel Branco, coordenador da EnvironMentality.
Criado em 1986, o Proconve só fixou metas para motos a partir de 2003, 14 anos após os primeiros limites para carros.
"Antes disso, o percentual de motos era insignificante, não havia necessidade", argumenta a secretária de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Suzana Kahn.

Para o pesquisador da Faculdade de Medicina da USP Paulo Saldiva, a alta procura pela moto é "filha" de dois processos: "a falência do transporte coletivo e a "lentificação" do trânsito" nos últimos anos.
"A moto passou a ser a grande alternativa para se andar em uma cidade congestionada. Aí passou a contar", diz Saldiva.
A meta para 2009 reduz em mais da metade a tolerância para emissões de CO e em um terço as de HC para motos populares novas (de até 150 cc; 79% do mercado). Hoje, uma moto emite até sete vezes mais HC que um automóvel.
A partir de janeiro, mesmo com a redução, cada moto produzirá até 16 vezes mais HC na comparação com os veículos de quatro rodas, cuja redução será ainda mais radical. A tolerância ao CO, hoje quase três vezes maior para motos, se iguala à adotada pelos carros em 1997.

Do jornal Folha de São Paulo

Deu no Jornal: Políticos são "loucos", diz Marta em livro

Políticos são "loucos", diz Marta em livro
da Folha Online

A candidata à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PT) lança nesta quarta-feira (10) um livro em que conta sua experiência como prefeita da cidade. "Minha Vida de Prefeita", segundo a petista, trará informações de bastidores e informações sobre programas criados durante sua gestão (2001-2004).

Reportagem de Ranier Bragon, publicada na edição desta quarta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal), traz algumas das reflexões de Marta no livro. Uma delas: os políticos são "apenas loucos" e escondem o que passa por suas cabeças. E "não há nada mais gostoso" do que governar com o apoio da imprensa.

Com 216 páginas, o livro traz considerações particulares, como as que tratam da separação do senador Eduardo Suplicy (PT) e o casamento com o franco-argentino Luis Favre: "Ninguém me defendeu. Eduardo mostrou seu sofrimento em público e eu remoí minhas aflições em particular. Com isso, tornei-me a megera da história".

A versão de Marta para o período em que ocupou a Prefeitura de São Paulo é centrada em obras de sua gestão como a construção dos CEUs (Centro Educacional Unificado).

A reportagem diz que a petista faz críticas à gestão que a sucedeu, hoje comandada por Gilberto Kassab (DEM), e a Geraldo Alckmin (PSDB).

Loucos somos nós por acreditar nela e em outros malucos de plantão! Mas sou obrigado a dizer que afinal ela tem autocrítica e sabe que é tão louca como os outros... 

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Na educação, Marta, Alckmin e Kassab têm índices inexpressivos


Os líderes na disputa pela prefeitura da capital conseguiram resultados pouco significativos nos índices do ensino fundamental (de 1ª a 8ª séries) na rede pública da cidade quando exerceram mandatos nos Executivos municipal e estadual.

A Folha apurou os resultados obtidos pelos candidatos nos seguintes indicadores da educação fundamental: taxa de abandono, taxa de reprovação, número médio de alunos por turma, média de hora-aula diária e percentual de professores com formação superior.

Especialistas na área de ensino consideram esses índices como os ideais para avaliar avanços ou retrocessos nas políticas educacionais. A base de dados usada pela reportagem foi a do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) do Ministério da Educação.

Na gestão de Marta Suplicy (PT), de 2001 a 2004, a média de hora-aula no ensino fundamental só aumentou 0,1- foi de 4 para 4,1. O número mínino indicado pelos pesquisadores da área de educação é de 5 horas de aula para os alunos desse ciclo de ensino.

O número médio de alunos por turma diminuiu de 36,5 para 35,8, o que representou queda de apenas 0,7 no índice na administração de Marta. A média recomendada pelos especialistas é de 25 a 30 alunos nas classes do ensino fundamental.

Em relação ao tucano Geraldo Alckmin, a reportagem considerou os dados das escolas estaduais que oferecem ensino fundamental na cidade de São Paulo- são cerca de mil unidades. O levantamento apurou as taxas de 2002 a 2005, período que compreende os anos em que Alckmin esteve à frente do governo do Estado durante 12 meses completos -em 2001, ele assumiu após a morte do governador eleito Mario Covas e em 2006 deixou o cargo para disputar a eleição para presidente da República.

De 2002 a 2005, a rede estadual de ensino fundamental da capital só obteve incremento em um índice: o percentual de professores com curso superior, que teve uma elevação de 74,6% para 84%.

Atual gestão

A reportagem também apurou os resultados da gestão do candidato e prefeito Gilberto Kassab (DEM). Como o INEP ainda não tabulou os dados do censo escolar de 2007, só estão disponíveis índices de 2005, quando Kassab era vice do atual governador José Serra (PSDB), e 2006, ano em que o atual prefeito assumiu.

Os números do INEP mostram que a gestão Serra/Kassab, a exemplo das de Marta e Alckmin, obteve resultados pouco expressivos.

Em relação ao número médio de alunos por turma, a atual gestão só promoveu uma redução de 0,5, na comparação com o último ano da administração anterior. Os resultados na média de hora-aula diária também não são significativos: a taxa cresceu 0,1 em 2005 e 2006.

Os três primeiros colocados na última pesquisa de intenção de voto do Datafolha conseguiram seus melhores resultados no percentual de professores com curso superior. A legislação federal estabelece que 100% dos docentes desse ciclo tenham a formação universitária. Nos períodos dos mandatos deles, Alckmin obteve um aumento de 9,4 pontos percentuais, Marta elevou a taxa em 8,1 pontos percentuais e Kassab conseguiu aumentar o número de docentes com curso superior em 4,7 pontos.

A coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Ângela Soligo diz que os resultados obtidos pelas administrações dos candidatos mostram avanços "insignificantes".

"Em relação à média de alunos por turma, por exemplo, é preciso melhorar muito ainda para baixar o número para menos de 30. Com salas muito cheias fica difícil para o professor realizar o acompanhamento ideal do desempenho dos estudantes", afirmou Soligo.

(Folha de S.Paulo)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Deu no jornal: Bairros viram condomínios em SP

Associações de moradores: privatizaram pelo menos 45 áreas em 7 municípios da região metropolitana

Rodrigo Brancatelli do ESTADÃO

Ana Albanese, de 56 anos, não sabe precisar quando foi que o "seu" bairro da Granja Carneiro Viana, em Cotia, Região Metropolitana de São Paulo, passou a ser o "bairro deles". Se foi quando armaram uma portaria com cancela automática para restringir o acesso de outros moradores da cidade, quando muros foram erguidos nas cercanias, quando o carteiro foi proibido de entrar nas ruas do bairro ou quando passaram a cobrar R$ 400 mensais pela segurança e pela limpeza da região. A certeza, porém, de que o seu antigo bairro havia se transformado em um condomínio particular - à revelia do poder público e da vontade de todos os vizinhos - veio quando sua casa de 200 metros quadrados foi penhorada pela Justiça.

"Eu me recusei a pagar para quem se autodenominou dono do bairro e agora estou tendo de lutar judicialmente para continuar morando ali", diz ela, que estaria devendo quase R$ 57 mil por inadimplência do suposto condomínio. A situação de Ana Albanese está longe de ser exceção. Segundo levantamento do Estado, em cidades como Cotia, Carapicuíba, São José dos Campos, Vargem Grande Paulista, Valinhos, Mairinque e Caraguatatuba, há pelo menos 45 casos flagrantes de privatização do espaço público. São bairros e loteamentos que já existiam na divisão dos municípios, mas viraram condomínios particulares por pressão de associações dos moradores.

Os vizinhos que não concordam com o pagamento da taxa de mensalidade (revertida para fins que vão da contratação de segurança privada até construção de pistas de skate e quadras poliesportivas) são cobrados na Justiça e correm o risco até de perder suas casas.

O fechamento de um loteamento e a cobrança obrigatória de mensalidade é proibida pela Lei Federal 6.766/79, mas muitas prefeituras concedem a autorização pelo simples fato de que um condomínio fechado desonera a folha municipal de pagamentos. Cotia é o melhor exemplo - em 1994, foi aprovada uma lei que permite a instalação dos chamados bolsões residenciais, áreas protegidas do trânsito pesado e do comércio local, que deveriam ser requeridos por uma associação de moradores do bairro. Passados 14 anos da determinação e com um número cada vez maior de bairros virando condomínios, o que se vê em Cotia é o uso indiscriminado da opção de bolsões para cobranças contra proprietários. Mesmo não sendo sócios das associações, muitos passaram a receber cobranças.

No Fórum de Cotia e no de Vargem Grande, há 4 mil manifestações sobre processos movidos por inadimplência de supostos condomínios. Das 150 casas que existem na Granja Carneiro Viana, 65 estão sendo cobradas judicialmente pela associação de moradores. "Eles contrataram uma empresa de administração de condomínio e ergueram muros", diz Ana. "Simplesmente se apoderaram do meu bairro."

Ruas se fecham, e caso acaba na Justiça

O QUE DIZ A LEI

Bairro privatizado: O fechamento de um loteamento é proibida pela Lei Federal 6.766/79, mas muitas prefeituras concedem a autorização pelo fato de que um condomínio fechado desonera a folha municipal de pagamentos

Dívida: Se não há um contrato assinado entre a empresa de administração de condomínio e o morador, a cobrança de uma taxa mensal obrigatória poderá ser considerada ilegal. Segundo o advogado Nicodemo Sposato Neto, o morador que for cobrado por uma associação da qual não faça parte deverá entrar com uma ação declaratória na Justiça, afirmando que seu imóvel está em um bairro localizado em terreno público

do ESTADÃO

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Deu no jornal: São Paulo tem um furto a cada quatro minutos

Na capital paulista ocorre um furto a cada quatro minutos, segundo estatísticas da polícia. Entre janeiro e junho deste ano, foram 75.944 casos, uma média de 417 ocorrências por dia ou 17 por hora. Nos últimos oito anos, há um acúmulo de 1,2 milhão de notificações. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Segundo a publicação, esse tipo de crime avançou de 107.555 casos, em 2000, para 148.305, em 2007 - aumento de 37,8%. O pico foi em 2005, quando foram registrados 176.181 boletins de ocorrência. Desde então, a tendência é de queda, mas os números recentes ainda excedem 140 mil casos por ano.
Um estudo do Núcleo de Estudos da Violência da USP relaciona a escalada dos furtos à melhora da condição de vida. Na publicação Olhar sobre São Paulo, pesquisadores ressaltam que a criminalidade é associada à pobreza, mas o fenômeno também está atrelado à riqueza.

Ainda de acordo com o jornal, a divisão por bairros indica que as áreas com maior aglomeração de pessoas e as mais favorecidas economicamente são os principais alvos.
Do Estadão

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Deu no Jornal: 1.069 obras paradas na Capital

O número de prédios em construção é quase o mesmo das obras paradas pela Prefeitura

 
Rodrigo Brancatelli Do JT
A figueira de 20 metros de altura não pôde se dar ao luxo de esperar por uma fiscalização da Prefeitura. Teve seus galhos sumariamente arrancados para a passagem de tratores e escavadeiras, na altura do número 320 da Rua Fradique Coutinho, em Pinheiros (Zona Oeste). A incorporadora responsável pela construção de duas torres residenciais não só ignorou a árvore como também a legislação, já que nunca obteve um alvará de execução da obra. Após muitas reclamações de vizinhos, fiscais da Prefeitura apareceram para embargar a obra, quando a figueira já havia sido podada.

A situação é cada vez mais recorrente na Capital. Segundo levantamento feito em 29 das 31 subprefeituras, São Paulo tem hoje 1.069 construções embargadas por irregularidades - grande parte motivada por reclamações dos moradores vizinhos. Para se ter uma idéia da dimensão do problema, a Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) calcula que a Cidade tenha neste momento 1.291 prédios em construção, ou seja, quase o mesmo número de obras paralisadas por irregularidades.
continua...
Leia mais no link Jornal da Tarde

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Deu no jornal: São Paulo planeja aterro ao lado da Serra da Cantareira

terça-feira, 26 de agosto de 2008
Prefeitura tenta colocar em funcionamento dois depósitos, mas especialistas consideram sistema ultrapassado

Eduardo Reina - O Estado de S. Paulo

  SÃO PAULO - Há um ano sem aterros sanitários próprios para destinar as mais de 13 mil toneladas de lixo produzidas diariamente na capital, São Paulo corre contra o tempo para conseguir licenciar novos lixões junto aos organismos estaduais. Uma área na zona noroeste deverá abrigar um novo aterro sanitário para depósito de parte do lixo da cidade. Outra, na zona leste, está em fase mais adiantada, mas aguarda licença de instalação para início das obras.

O novo aterro em estudo, cuja localização não está sendo divulgada para evitar invasões e especulação imobiliária, fica em Perus, e está localizado ao lado da Serra da Cantareira, área de proteção ambiental. A Secretaria Municipal de Serviços informou que foram apresentadas três áreas na região administrada pela empresa Loga, na região, que passam por uma análise de viabilidade de uso e ocupação.

Mas, de acordo com o geógrafo Otávio Cabrera De Léo, cuja dissertação de mestrado tratou dos aterros paulistanos, esses equipamentos são modelos que estão com os dias contados, se nenhuma estratégia de coleta seletiva for implementada. "Na Grande São Paulo é preciso tratar a questão do lixo de forma metropolitana. Na prática, isso já acontece, pois o lixo da capital é levado para a cidade de Caieiras. Mas os municípios devem tratar esse assunto de forma consorciada."

O novo aterro substituirá o Bandeirantes, já esgotado e com licença de funcionamento expirada desde março de 2007. "A Prefeitura recebeu os estudos pertinentes e obrigatórios por contrato. Por razões estratégicas - e para não haver especulação imobiliária -, os locais apresentados são sigilosos", disse o presidente da Loga, Luiz Gonzaga Alves Pereira.

Esse novo lixão, com vida útil estimada de dez anos, deverá receber aproximadamente 6,5 mil toneladas por dia. Hoje, o lixo que tinha como destino o aterro Bandeirantes vai para uma área particular em Caieiras. São Paulo não tem custos sobre a operação, mas perde a médio prazo com a venda de créditos de carbono, gerados com a utilização do gás produzido no aterro e transformado em energia. Atualmente, a usina instalada no Bandeirantes gera energia para abastecer cerca de 200 mil pessoas em Perus.

A área onde deve ficar o novo aterro já teve declaração de utilidade pública decretada em 2004, na gestão da prefeita Marta Suplicy (PT). O bairro é cercado por árvores, animais são criados soltos nas ruas de terra e há por ali chácaras, fazendas e córregos.

Tramita na Comissão de Análise Integrada de Projetos de Edificações e de Parcelamento do Solo (Caieps) da Secretaria de Planejamento um projeto para modificar a qualificação do zoneamento na área. Mesmo que isso ocorra, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente ainda deverão aprovar a viabilidade do novo empreendimento.

Compostagem

"É preciso rediscutir a política pública de resíduos sólidos na cidade. O lixo dos paulistanos vai para as cidades vizinhas. E os aterros que recebem esses resíduos terão vida útil de mais cinco anos. Queremos que a capital pense agora o que fazer nesses próximos cinco anos, para evitar o caos do lixo", alertou José Vicente Pimenta, coordenador da campanha "Mais vida, menos lixo". Ele sugere a criação de centrais de compostagem em todas as regiões de São Paulo para resíduos orgânicos e postos de reciclagem para resíduos secos.

Novos métodos de tratamento dos resíduos, como as usinas de compostagem, também são a sugestão de Carlos Bocuhy, do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) e diretor do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam). "Não tem como ter (aterro) sem sacrificar algo. Ou se desmata ou se sacrifica a população de um bairro."

link da meteria original
Fonte Estadão

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Deu no jornal: Agora alvara de funcionamento sai via internet

10/7/2008 -

Um processo público que demora normalmente um ano será reduzido a 15 minutos - ou no máximo cinco dias - para comerciantes de Lapa, Barra Funda, Perdizes, Vila Leopoldina, Vila Jaguara e Jaguaré, na zona oeste da capital paulista. Segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), esses bairros contam com 54.773 estabelecimentos, dos quais 80% ainda precisam de regularização junto à Prefeitura. Desses, cerca de 15 mil poderão ser beneficiados pelo Programa São Paulo Mais Fácil, que agiliza a concessão de licença de funcionamento para lugares com até 150 metros quadrados.

O projeto fornece documentos pela internet e funcionou por um período de testes de dois meses em Santo Amaro, na zona sul, antes de ter início anteontem na Subprefeitura da Lapa. Até o fim de agosto, a licença eletrônica também estará disponível nas Subprefeituras da Mooca (zona leste), de Santana (zona norte) e da Vila Mariana (zona sul), segundo informou ontem a Secretaria Municipal de Desburocratização. "Com a exigência da metragem de 150 metros, acho que de 30% a 35% dos comerciantes em situação irregular da região da Lapa poderão ser beneficiados. Pretendemos dar início amanhã (hoje) a uma ampla campanha para orientar a retirada do alvará na internet", afirmou Lys dos Santos, diretor da Distrital Lapa da ACSP.

Para buscar a licença pela web, basta entrar no endereço eletrônica http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/desburocratizacao/spmaisfacil. Com a senha web fornecida no Cadastro de Contribuinte Mobiliário (CCM) e o número disponível no carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o comerciante preenche uma série de declarações e, se os requisitos forem cumpridos, a licença já é emitida e pode ser impressa. Caso os dados fornecidos tenham algum tipo de restrição, como débito com impostos e taxas municipais ou infração ao zoneamento, a licença é negada.

Cabeleireiros, farmácias, lojas pequenas dos Shoppings West Plaza e Bourbon, quitandas, papelarias e confecções estão entre os principais estabelecimentos que serão regularizados. "Mas uma loja de conveniência, por exemplo, que geralmente tem menos de 150 metros, não poderá retirar o alvará porque está dentro de um posto, que tem sempre uma metragem maior que a permitida para a licença eletrônica", observa o diretor da ACSP.

O secretário municipal de Desburocratização, Rodrigo Garcia, afirma que o processo para a concessão do alvará eletrônico é totalmente seguro. Questionado sobre o motivo de criar um benefício a contribuintes em ano eleitoral, ele argumenta que não há uma flexibilização do governo municipal para a concessão de licenças. "Nossa fiscalização estará sempre observando se os dados prestados na internet correspondem à realidade. Nas licenças emitidas até agora em Santo Amaro não constatamos nenhuma desconformidade com os dados prestados."

Entre 5 de maio e 5 de junho, foram emitidas 27 licenças eletrônicas em Santo Amaro, o que representou 8,25% das 327 emitidas em toda a cidade de São Paulo. Não há nenhum balanço dos últimos 30 dias. O decreto que autorizou a instalação do São Paulo Mais Fácil na Lapa foi publicado ontem no Diário Oficial da Cidade.

A emissão da licença eletrônica não é a primeira medida contra a burocracia adotada pela gestão Gilberto Kassab (DEM) no ano em que o prefeito tenta a reeleição. Em abril, o governo acabou com a necessidade do reconhecimento de firma em cartório para a retirada de documentos em órgãos municipais. "São medidas que foram estudadas ao longo da gestão e consolidadas após ampla discussão", justificou Garcia.

Texto do : www.estadao.com.br

domingo, 17 de agosto de 2008

Singles de SP movimentam R$ 6 bi por mês

Domingo, 10 de Agosto de 2008

 brinquedos de solteiros...

Estadão por
Rodrigo Brancatelli

São Paulo tem 33% da sua população acima dos 18 anos formada por solteiros, um número até tímido se comparado com os de Salvador, Brasília ou Belo Horizonte. Ainda assim, esse mercado de solteiros na capital paulista é, de longe, o mais aquecido do País. Segundo um levantamento exclusivo feito pela Escopo GeoMarketing, empresa de consultoria especializada em pesquisas de mercado, os desimpedidos paulistanos gastam R$ 6,092 bilhões mensais, ou algo em torno de R$ 1.645 per capita.

O conceito de solteiro hoje em São Paulo envolve uma infinidade de setores, como condomínios com serviços de camareira, embalagens reduzidas de ovos e pãezinhos de forma, empresas especializadas em arrumação de quartos, cafeterias, restaurantes, grupos de viagem para Salvador, cruzeiros e toda uma sorte de serviços para quem vive só.

No ano passado, por exemplo, 20% dos empreendimentos residenciais lançados na cidade foram erguidos sob medida para os "singles", com unidades entre 30 e 95 metros quadrados, áreas de lazer reduzidas e serviços pay-per-use de arrumadeira. Já nos supermercados, as prateleiras estão repletas de porções individuais de frutas, legumes embalados, comida congelada, pizzas e até vinhos. Esses produtos em "doses" representam cerca de 7% do faturamento de empresas alimentícias. Nas lavanderias de São Paulo, quase 60% da clientela é "avulsa". E o setor automotivo, por sua vez, calcula que um em cada sete carros novos é comprado por solteiros.

"Solteiro não é visto com maus olhos, pelo contrário", diz a assessora de comunicação Camila Orantes, de 30 anos, que mora com os pais no Morumbi, zona sul de São Paulo. Há dois anos está sem namorado. "Vivo muito feliz assim, sem ninguém me cobrando. Acho que não consigo viver nessa obrigação de ligar todo dia para dar satisfação, ficar paparicando, essas coisas. Só minha avó que de vez em quando pergunta se eu não vou casar. Mas, fora isso, acho que faço parte de uma geração muito diferente, em que o casamento ou o simples fato de estar com alguém não é sinônimo de felicidade."

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Deu no jornal: As cidades mais solteiras do País

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Deu no jornal: Saturado, complexo do Anhembi ganha reformas

Terça-Feira, 12 de Agosto de 2008

Pavilhão de Exposições não tem mais data para eventos até 2015; para aumentar capacidade e trazer melhorias, obras começam a sair do papel
Estadão por
Rodrigo Brancatelli

Até o ano de 2015 - ou seja, daqui a duas gestões da Prefeitura e a uma Copa do Mundo em solo brasileiro de distância -, os 68 mil metros quadrados do Pavilhão de Exposições do Anhembi já estão totalmente reservados para centenas e mais centenas de eventos. De showroom de carros a aparelhos para dentistas, passando por encontros de líderes europeus a feira de cachorrinhos, esse dado serve como parâmetro para dar a São Paulo o título de capital latino-americana dos negócios, concedido pela Internacional Congress & Convention Association (ICCA, na sigla em português). São quase 90 mil eventos por ano, um a cada seis minutos, o equivalente a 75% de todo o mercado brasileiro.



Se por um lado essa batelada de números enche os cofres públicos (no ano passado, foram pelo menos R$ 2,9 bilhões de faturamento), há também o outro lado da moeda - não há mais espaço para atender à demanda. Eventos de médio porte, que não encontram mais teto em São Paulo, começam a mudar para Munique, Buenos Aires, Vancouver e Rio. Para não perder mais mercado, o complexo do Anhembi apresenta a partir desta semana uma série de reformas e melhorias para aumentar sua capacidade. Ao custo de R$ 28 milhões, os pavilhões foram renovados, modernizados e ganharam uma nova cobertura térmica para evitar que as pessoas morram de calor. O estacionamento foi informatizado e agora conta com 67 câmeras eletrônicas de segurança. Dois mezaninos também estão sendo destruídos para dar ao Anhembi mais 6 mil metros quadrados de área.

NÚMEROS

R$ 2,9 bilhões é o montante que as feiras injetaram em 2007 na economia paulistana

75% das feiras de negócios do País são realizadas em São Paulo

52% dos turistas vêm a cidade para eventos ou negócios

90 mil eventos são realizados por ano na capital paulista

23º destino de eventos é a posição de São Paulo no ranking da International Congress & Convention Association (ICCA)

500 mil empregos (diretos e indiretos) são gerados pelo turismo na cidade, que ainda movimenta cerca de R$ 8 bilhões em faturamento e 52 setores da economia

74,75 % foi a média de ocupação dos hotéis paulistanos em junho

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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Deu no jornal: Praça em SP recebe esculturas do artista italiano Emendabili

 Duas esculturas do italiano Galileo Emendabili (1898-1974) que pertenceram à coleção do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira foram inauguradas ontem em um espaço público, a praça Luís Carlos Paraná, no Itaim Bibi, zona oeste de São Paulo.
A decisão de colocar as obras na praça foi do juiz Fausto Martin de Sanctis, que condenou Edemar a 21 anos de prisão e distribuiu mais de 10 mil peças da sua coleção para outros museus da capital paulista.




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